segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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estou enlouquecendo. segurem-me, amordacem-me, mantenham-me sob vigilância constante.
não me deixem sozinha por ai; sou um perigo, uma inconstância, uma negação.
estou adoecendo aos poucos, estou morrendo aos bocados. prometo me fazer sofrer só pra ficarem assistindo.
estou enlouquecendo e preciso que me mantenham longe de mim ::

domingo, 22 de novembro de 2009

Tea&Biscuits

Eu sinto a sua falta. E acho que já não consigo viver sem que sua imagem povoe a minha mente.
Não gosto de dizer isso, mas preciso admitir que me viciei em você.

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Eu só gostaria de te pedir uma coisa: deixe de lado aquela sensação estranha de propriedade e passe a me ver como alguém.

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Só por um momento eu gostaria de ter certeza de algo.


sábado, 7 de novembro de 2009

Silent pain


O meu silêncio te incomodou, eu sei. E sei que minha imagem sonhadora não lhe deixou nenhuma outra alternativa a não ser a de se afastar.
Eu posso mentir que foi o calor daquele dia - estava mesmo quente, mas isso não passaria de uma falsa desculpa. Eu também posso dizer que foram os hormônios - e de certa forma, também estaria mentindo.
Foi consciente.
Eu quis me afastar de você porque a sua felicidade me parecia estranhamente fora de lugar, erradamente gostosa e possivelmente profana. E eu não aguentaria mais nem um minuto olhando seu sorriso nostálgico. Eu não me aguentaria ai, entre o seu dia perfeito e a minha estranha filosofia mal acabada.
Eu não conseguiria me conter, e provavelmente choraria diante da aberração que aquele momento me pareceu. E você certamente me perguntaria por que eu estava chorando e eu não conseguiria mentir e diria que era por sua causa. Daí, eu pegaria na sua mão - ou pasme!, repousaria minha cabeça em seu peito - e deixaria toda a minha inconformidade sair em jorros bem pequeninhos, molhando todo o meu rosto.
E você ficaria aturdido; e eu, mortificada.
E não seríamos nós dois, mesmo sendo, entende?
Eu sei que meu silêncio te incomodou, mas certamente minha fraqueza te assustaria. E ainda não chegou a hora de nenhum de nós descobrir as fraquezas do outro.
Ainda não.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Crash in the bricks


Eu tenho medo. E sei que você compreende meu sumiço repentino e minhas palavras forçadas.
Não consigo mais encontrar uma forma de estar conectada a você que não seja apenas em pensamento.
De uma hora para outra você se tornou mais uma ilusão do que uma pessoa que eu realmente posso sentir falta.
Eu não tenho medo de te perder; tenho medo de não conseguir mais me encontrar quando finalmente me der conta de que você é apenas alguém em quem projetei todos os meus ideais.
E o que a gente faz quando esse alguém desaba?
Sinceramente, não quero pagar para ver.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Será

Ah, sim. Eu sei que sou desligada, um tanto perdida e muito confusa. Mas gosto da sua companhia, da sua conversa e das suas promessas. Gosto de perceber que temos muitos pontos em comum – bem mais do que o óbvio que nos uniu aqui hoje.
Considero você especial desde o primeiro dia em que nos vimos e trocamos algumas palavras. As primeiras e mais reveladoras conversas, sem uma percepção tão apurada quanto agora.
Tudo bem, sei que não faz tanto tempo assim desde aquele dia, mas é que você tem povoado a minha mente dia e noite, e tua figura tem se tornado uma constante inspiradora.
Acho que passou aquele primeiro receio pra surgirem outros bem maiores.
Agora que sei que você gosta do meu papo, gosta da minha voz e do meu jeito de pensar, me resta saber se realmente gosta de mim, como um todo, e não como facetas fragmentadas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Open my eyes

Está frio de novo.
O tempo não colabora com nada, e cada momento em que eu passo organizando meu futuro eu descubro, poucos segundos depois, que é uma grande besteira.
Já não sei qual é a verdade que eu tanto procuro. Eu não a possuo.
E eu bem que gostaria de dizer que essa verdade faz parte de você. Mas também sei que é uma mentira.
Eu posso sair por aí procurando esta verdade incansavelmente, mas conviver com a mentira que você é me parece muito mais congruente neste instante.
Está frio de novo.
E eu já não sei mais o que fazer.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hard to Explain


Eu sou patética. Estranhamente perdida entre conceitos esdrúxulos e um punhado de sonhos abestados que eu valorizo mais do que muita coisa.
São meus tesouros estúpidos e sem sentido.
Eles e uma imagem sua, que eu costumo adorar mais do que Nosso Senhor Jesus Cristo. Blasfêmia, eu sei. Exagerada e tristemente solitária. É assim que eu serei – a eterna frustradora dos sonhos que nunca tivemos juntos, mas que no fim de tudo, são os mesmos.
E como dizer que as coisas têm sido fáceis pra mim ou pra você? Elas apenas são – esperando por um momento em que não serão suas nem minhas, mas nossas. Mas eu sei que este momento está longe, porque nunca damos o primeiro passo. Simplesmente não conseguimos.
Ou somos covardes ou a vida gosta de nos boicotar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Push me up against the wall*


Hoje eu acho que estou legal. É um dia para abdicar dos conceitos e torná-los fatos atemporais.

Você sabe que cada vez que dou um passo na sua direção todo o resto que eu planejei vai por água abaixo: meu futuro promissor, minha família de cormecial de margaria, minha profissão dos sonhos, minha auto-realização.

Não que seja culpa sua, de qualquer forma.

Mas você não estava nos meus planos, não fazia parte do meu destino nem dos meus desejos. Só que estas coisas nunca estiveram sob nosso controle, não é? Pelo menos não sob o meu.

O mais engraçado de tudo isso é que você é exatamente o oposto daquilo que sempre procurei - um pouco de comodidade e de segurança. Isso não cabe a você.

Mas hoje eu estou bem. De uma maneira meio desesperadora eu me dei conta de tudo isso - e também de outras coisas de que não me orgulho e que fazem parte desta história sem pé nem cabeça da qual somos os protagonistas.

Então, só sorria pra mim. Diga as besteiras que sempre diz e me faça rir contigo.

Talvez eu possa esquecer quem eu sou e aprender a ser um pouco mais como você.


*Scar Tissue - Red Hot Chili Peppers

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ventos de Agosto


Tudo continua. De uma forma estranha e incongruente parece que as coisas estão no lugar certo, na hora certa e pras pessoas certas.

A estagnação, neste caso, é apena minha.


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A ignorância das pessoas é proporcional a sua incapacidade de compreensão. Ou de quanto seus bolsos estão recheados de dinheiro.

[uma regra que tem suas raras exceções]


*


O sol brilha lá fora. E eu fechada numa sala onde só uma leve claridade espectral consegue chegar.

Chega a ser desumano.


*


Quando a gente acha que conheceu tudo sobre uma pessoa, ela sempre aparece pra derrubar as conclusões.

Quando a gente acha que se conhece direito, sempre aparece uma pessoa pra nos mostrar o contrário.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um sonho de liberdade


Hoje as coisas parecem mais fáceis do que o normal. É como respirar ou piscar. Natural e involuntário.
Eu não posso mais controlar as mudanças, nem o rumo para o qual elas podem me levar. Estou de mãos atadas e de olhos vendados, seguindo por um caminho que me parece muito convincente e feliz.
Não parei de pensar nas coisas maravilhosas que ocorrem ao meu redor, mas consequentemente me voltei pra questões mais pessoais, interiores e de certa maneira muito mais significantes pra mim.