quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Cotidiano

Ela ficou olhando para o garoto com aquela cara de maníaca. Finalmente havia um lugar vago ao seu lado no banco, esperando que ele colocasse seu tão observado corpo em repouso.
Mas foi o corpo daquele homem horrível que espremeu o seu contra a janela .
O garoto passou por ela e se sentou em um dos bancos bem ao longe.
Revirando os olhos, ela fez uma careta de insatisfação.
Que droga de acaso que não dá uma chance! E voltou a pensar que amanhã seria um pouco melhor.

Um comentário:

juliana disse...

Por isso eu digo: por vezes é preciso abrir mão do acaso e agir... Talvez seja isso que o próprio acaso nos reserva...