segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Tardes reencontradas



As maiores coincidências sempre acontecem no ônibus. Dia pintado de delírio, cheiro de nostalgia espalhado no ar.

Olho bate no olho; os corações num só pulsar.

Pálpebras caídas, sorrisos largos. Demorados. Porque o Tempo não precisa mais passar.

Na verdade não há uma verdade. Há milhares, milhões. Todas elas verdadeiras.

Assim os dias poderiam ficar presos nas folhinhas do calendário. Escute: só o silêncio. Não existe o tic-tac incontrolável do relógio por aqui.

Só o amarelo. Apenas os lábios esticados. E os olhos cerrados.

Acho que encontrei o paraíso...

2 comentários:

F. Reis disse...

que coisa gostosa de se ler e sentir, menina!

existem múltiplas verdades, sempre disse isso.

beijo!

O Profeta disse...

Na realidade não há duas reais verdades, uma é apenas contradição...


Doce beijo