quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Dissecando I

Às vezes me faltam palavras.


Às vezes me faltam gestos.


Quando eu acho que tudo está bem, aparece alguma coisa me mostrando que não é bem assim, e que esta calmaria que eu imaginava nada mais é do que a minha paz de espírito enquanto tudo ao meu redor está um caos.


Estou sempre descobrindo coisas: livros, receitas, formas de sorrir e de dizer que amo alguém. Descobri que nem todo mundo é obrigado a gostar de mim, e que isso não é culpa minha. Se alguém não me entender, se alguém não conseguir acompanhar meu ritmo, o problema não é apenas meu. Não posso decidir pelos outros e nem mudar a forma como cada um enxerga o mundo.


Descobri que amizade não é andar sempre junto. Amizade é compartilhar. E a vida me mostrou que nem sempre amizade é algo recíproco.


Quantidade não é qualidade. São poucas as pessoas que compartilham o desejo de seguir pela estrada de tijolos amarelos e sentir cheiro de folha molhada. Mas são estas pessoas que fazem tudo valer à pena.


Aprendi, lentamente, que não se deve colocar expectativas nas pessoas. Cada um é o que é e não o que eu gostaria que fosse. E poucas pessoas estão dispostas a mudar para agradar o outro.


Para muitos a estética vale mais que o conteúdo. Isso é fato.


Eu vi, com o passar dos anos, que as pessoas mudam. Mas nem sempre as coisas deram errado porque o outro mudou. A culpa pode ser minha.


Nem sempre ter a última palavra em algum assunto é estar certo. Isto pode ser considerado burrice. Uma pessoa inteligente argumenta, não discute. Mas perder o controle de vez em quando é normal.


Nem sempre a gente está onde quer estar, mas sim onde deve estar. Porque tudo na vida tem um propósito, por mais indecifrável que pareça.

Um comentário:

F. Reis disse...

é você??
nossa, que bonita!!! que olhos lindos!
:**